Na maioria das vezes, eu preparo a comida daqui de casa. Somos quatro pessoas, sendo uma vegetariana. Considerando arroz, ovo e feijão (ou outro grão como lentilha ou grão de bico) como opção padrão, preparo pratos principais e acompanhamentos.
Para minimizar a perda de energia com a escolha de pratos e de tempo com a execução dos trabalhos na cozinha, estabeleci alguns pontos fundamentais:
- Toda a comida é vegetariana (ou ovolactovegetariana), ou seja, não tem preparo de carne. Isso não me obriga a fazer dois cardápios (para quem não sabe, há opções vegetarianas super nutritivas e saborosas - e não estou falando de coisas que simulam carne!);
- Os pratos são, preferencialmente, preparados em liquidificador e forno. A ideia é que eu consiga fazer pratos de forma rápida, colocar no forno e "esquecê-los" por lá;
- As compras são feitas orientadas para as receitas da semana. Tenho alguns pratos pré-definidos que permitem variações. Com o tempo, fui me especializando no processo de fazer as compras e agora passo apenas 30 minutos por semana no mercado.
- Faço toda a comida da semana em um dia. Hoje, por exemplo, levei três horas para fazer toda a comida da semana. Isso inclui um souflé de cenoura, 1 kg de abóbora com com gorgonzola, uma torta cremosa de brócolis e cebola, 500 g de falafel, uma lasanha de abobrinha, alho ao azeite e chips de batata baroa.
- Faço uma reserva congelada. Se eu falhar na produção semanal, pode ser necessário recorrer a um backup no freezer.
- Experimento. A cozinha é um laboratório e tanto! É importante se dar tempo para errar e acertar em outras receitas, aprender e inovar.
Considero o ato de fazer a própria comida (ou para outros) uma experiência importante. É um gesto de materialização em que você transforma algo cru ou incomível em algo que pode alimentar pessoas. É tão incrível quanto óbvio.
