Um mundo cheio de riscos

2016 foi um ano e tanto. Muitas confusões na política e na economia do Brasil, Brexit, Trump, crises de refugiados e a ameaça terrorista presente, entre outras questões. E 2017 já está quente! Hoje parei para olhar os documentos que o Fórum Econômico Mundial sempre lança no início do ano. Destaque para o Relatório de Riscos.

Em sua 12a edição, o Relatório de Riscos Globais do Fórum Econômico Mundial (pode baixar aqui) traz uma visão do que podemos esperar para 2017 com relação às crises globais. De acordo com o documento, os cinco riscos apontados com maior probabilidade de ocorrência são:

  1. Eventos climáticos extremos
    • Enchentes, tempestades, deslizamentos, etc.
  2. Imigração de larga escala
    • Eventos de imigração forçada por conflitos, desastres naturais, razões econômicas ou ambientais
  3. Desastres naturais
    • Terremotos, tsunamis, erupções vulcânicas e tempestades geomagnéticas
  4. Ataques terroristas
    • Indivíduos ou grupos não oficiais com interesses políticos ou religiosos que causam danos humanos ou materiais em grande escala
  5. Fraude ou roubo de dados
    • Exploração com fins criminosos de dados privados ou governamentais

A correlação entre os riscos aponta, nas bordas do gráfico, riscos indudores de problemas. No centro, as consequências das somas dos riscos periféricos. Observa-se que questões ambientais (em verde), econômicas (em azul) e tecnológicas (em roxo), quando somados, criam o substrato “perfeito” (se é que podemos chamar assim) para a evolução dos riscos geopolíticos (laranja) e sociais (vermelho). O panorama é este:

Uma seção bem interessante do relatório é a visão dos riscos trazidos com a evolução das tecnologias. Inteligência Artificial e Biotecnologia são as duas principais tendências apontadas como parte integrante da Quarta Revolução Industrial, que carregam grande viés de risco. Ao passo em que os desenvolvimentos nessas áreas podem trazer grande benefício para a sociedade, ainda há aspectos relativos à ética e a governança que precisam ser resolvidas. Por exemplo, estima-se que a Inteligência Artificial elimine cerca de 7 milhões de posições de trabalho – e só vai retornar 2 milhões (inclusive, o tema já foi alvo de outro “Vivendo e Aprendendo”, pode ver aqui). Outro risco de importante destaque é que, cada vez mais a dependência da tecnologia vai diminuir a resiliência das cidades, por exemplo, plantas de energia ou de tratamento de água podem ser exploradas eletronicamente desligadas, causando o caos em zonas urbanas.

De um modo geral, quem lê um relatório desses não busca mensagens de paz e esperança. Contudo, dentro da visão de gestão de riscos, só é possível se preparar para as adversidades quando se conhecem os riscos potenciais. Portanto, leia o relatório e prepare-se.

Mais informações: https://www.weforum.org/reports/the-global-risks-report-2017https://www.weforum.org/reports

#vivendoeaprendendo

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