Elementos da Indústria 4.0 - Thiago Branquinho

Elementos da Indústria 4.0

Que você come?
Que você bebe?
O que você fuma?
Que você compra?
Que você veste?
O que você usa?

Com quem você anda?
Com quem você vive?
Com quem você fica?
Com quem você se envolve?

(Roberto Frejat / Maurício Barros / Marcello Rosauro)

Dos versos do Barão Vermelho, temos umas das perguntas que as empresas mais querem saber de você. Claro, em pleno século XXI, o consumidor busca os produtos cada vez mais com o seu jeito, personalizados, únicos. E é aí que temos a essência da tão falada indústria 4.0, ou a quarta revolução industrial.

Esse movimento estabelece as “Fábricas Inteligentes” com as suas estruturas modulares e sistemas ciber-físicos, que monitoram os processos, criam uma cópia virtual do mundo físico e tomam decisões descentralizadas. Com a internet das coisas, os sistemas ciber-físicos comunicam e cooperam entre si e com os humanos em tempo real, e através da computação em nuvem, ambos os serviços internos e intra-organizacionais são oferecidos e utilizados pelos participantes da cadeia de valor (vide: Hermann, Pentek, Otto, 2015).

Muitos dos elementos dessa nova onda já são conhecidos por você, veja:

  • Redes sociais: vamos começar pelo mais fácil. Você é o centro dessa revolução. Se não fosse pelos consumidores cada vez mais conectados, as fábricas continuariam permitindo que você escolhesse a cor do carro – desde que fosse preta. As redes sociais são o grande repositório de informações sobre consumidores. E há sistemas dedicados para entender, cada vez mais, as angústias e os desejos das pessoas. Facebook, Google, Microsoft, IBM e Twitter são os grandes da tecnologia capazes de estudar as pessoas em uma rede social de forma profunda. Por exemplo, quando você procura por uma passagem aérea ou um artigo esportivo, você passa a ser perseguido por anúncios de empresas dessas áreas. (Dica: quando for pesquisar algo para comprar, use seu navegador no modo privado)
  • Redes de sensores e atuadores: atualmente, há sensores por todos os lados. Um telefone celular tem cerca de 2000 sensores. Alguns deles você faz uso recorrente, como a câmera, o GPS e o acelerômetro (para girar automaticamente a tela). Um carro moderno tem cerca de 5000 sensores. Eles servem para entender ambientes. Podem trabalhar sozinhos ou em conjunto. Geram dados para a tomada de decisões. Nessa quarta revolução industrial, eles são peça chave para que tudo funcione. Em parceria com os sensores, encontram-se os atuadores, que servem para realizar intervenções com base na leitura trazida pelos sensores. Por exemplo, quando um carro bate, um sensor entende a desaceleração sofrida. Se ela for maior que um limite pré-estabelecido, um atuador dispara o airbag em frações de segundo.
  • Internet das Coisas (IoT): Quantas coisas na sua casa usam a rede sem fio? Quantas dessas coisas falam entre si? Em um futuro não muito distante, tudo o que temos vai ter a capacidade de “conversar” com as demais coisas. Elas vão entender situações e até tomar algumas decisões entre elas. Por exemplo, a sua geladeira pode saber que não tem comida e pedir uma pizza para a hora em que você chegar em casa (e você mesmo já pode programar isso). Doido, né?
  • Manufatura digital: minha parte favorita da indústria 4.0. Aqui estamos falando de máquinas que fabricam coisas a partir de um sonho desenhado em um computador. Impressoras 3D, máquinas de corte a laser, água e plasma, tornos eletrônicos, controladores numéricos computadorizados (CNC) de cinco eixos… é por aí vai. Turbinas de avião já tem boa parte das peças impressas em 3D. Joias, adereços de carnaval, próteses, guias cirúrgicos, casas, brinquedos, acessórios, tudo pode ser materializado através da manufatura digital. Até tecidos e órgãos poderão ser feitos em um futuro próximo. Permita-me fazer um “jabá” aqui… é o que a galera da DeltaThinkers faz.
  • Computação na Nuvem: Quando você tira as suas fotos pelo celular, para aonde elas vão? Quando você usa o seu banco, você vai na agência ou abre um app? E para enviar uma correspondência, como você faz? Ok, sem mais perguntas. Tenho certeza de que você já entendeu. Praticamente não temos mais controle sobre nossos dados (tirando o meu pai, que no final do ano grava tudo dele em DVD por medo de um ataque de pulso eletromagnético – confesso que dou certa razão para ele). Quase tudo o que fazemos hoje (que requeira um computador) faz uso da “nuvem”. É um conceito abstrato, que se refere a todos dos sistemas e dados que circulam pela Internet e outras redes que são consumidos como um serviço. O Gmail, por exemplo, é um serviço na nuvem. Fisicamente, a “nuvem” reside em servidores, cabos e o suporte de nerds como nós (sinceramente, se você leu até aqui, você tem tendências nerds).
  • Big data e Analytics: imagine tudo o que você deixa na nuvem. São GBs de dados. Fotos, posts em redes sociais, e-mails… Agora junte isso a todos os dados dos demais usuários que utilizam os mesmos serviços que você usa. Chega a ser humanamente impossível de fazer uma interpretação disso tudo é converter em informações úteis. Aí surge a beleza do big data. A ideia é poder interpretar esses dados para estruturar análises de padrões, comportamentos e destacar microcosmo e macrocosmo, para definir tendências e inferir eventos futuros. A beleza desse conceito é que você pode juntar dados que não tinham, aparentemente, uma relação lógica, e depois tudo passa a fazer sentido.
  • Redes de sensores e atuadores: atualmente, há sensores por todos os lados. Milhares deles. Um telefone celular, por exemplo, tem a câmera, o GPS e o giroscópio (para girar automaticamente a tela). Os sensores fazem a leitura do mundo físico e convertem em lógica de computador para que possamos reconstruir o mundo físico no virtual. Podem trabalhar sozinhos ou em conjunto e geram dados para a tomada de decisões. Nessa quarta revolução industrial, eles são peça chave para que tudo funcione. Em parceria com os sensores, encontram-se os atuadores, que servem para realizar intervenções com base na leitura trazida pelos sensores. Por exemplo, quando um carro bate, um sensor entende a desaceleração sofrida. Se ela for maior que um limite pré-estabelecido, um atuador dispara o airbag em frações de segundo.

Falaremos mais sobre esses temas depois. Por enquanto, fica aqui o convite para você observar e comentar como essa revolução tem acompanhado o seu dia a dia.

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